Cruel aquele que se diz vivente, sem ao menos ver a cor do dia.
Pensar que tudo tem uma cor mas nunca vê-la, apenas uma;
Onde anda aquela beleza tão aclamada por todos? - onde?
Se meus olhos só podem ver apenas uma cor, sem nenhum brilho.
Tu que me prometeras toda a beleza do sol em seu esplendor, porque aos meus olhos mostrastes algo tão morto.
Pois minha alma clama por um pouco de cor, para assim voltar a sorrir.
Alma solitária que tem por companhia um triste dia cinzento.
Se ao menos aqueles pássaros me trouxessem um pouco da alegria que preciso... hum; que nada, eles estão indo embora. Será em busca de felicidade? - onde estará?
Ao contar as pedras que me fizeram tropeçar; aqui estão elas a me acompanhar.
A quanto tempo o sol não aparece, será que se esqueceu de mim?
Está frio, cada gota que cai misturando-se às minhas lágrimas, sinto-me naufragar na mais imensa solidão.
A espera daquele que me fará sorrir novamente.
Chegará esse dia? - ou estarei eternamente condenada a vagar em um oceano de lágrimas.
Edicléia Maria Araújo
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